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Quatro Visões da Cruz: Justificação

Propiciação – templo

Redenção – mercado, praça

Justificação – tribunal

A passagem principal sobre a justificação é Rm 3.21-26. Veja também Rm 5.7-9. Muitas pessoas não gostam do simbolismo legal da justificação. Elas não gostam de imaginar Deus como Juiz ou Magistrado. Preferem a idéia de Deus como Pai. Esta objeção teria validez se a justificação fosse a única analogia de salvação que tínhamos. Mas ela não é. Eu também prefiro a analogia de Deus como Pai, mas eu preciso me empenhar em entender a analogia de Deus como Juiz porque esta analogia está na Bíblia. A justificação transmite idéias & conceitos valiosos & indispensáveis para o nosso enriquecimento espiritual. Precisamos compreender o panorama total da nossa salvação.

Há quem acredite que esta linguagem legal foi simplesmente o produto da mente legal & jurídica de Paulo, uma peculiaridade dele &, portanto, não somos obrigados a levar esta analogia legal muito a sério. Respondo de 2 maneiras: (1) Paulo foi um apóstolo inspirado; & (2) não foi Paulo quem inventou esta linguagem legal pra descrever o estado de aceitação perante Deus (Gn 18.22-25; Is 53.9-11; Lc 18.9-14).

 

O CÒDIGO DE HAMURABI

Face do senhor, mestre – 60 chicotadas de correia

Face do cidadão – 2 kilos de prata

Face do escravo – 100 gramas de prata

* Tudo isso é o ideal!

 

O judeu, portanto, de modo geral, tinha um conceito positivo do tribunal, da justiça. Lá ele teria a oportunidade de pleitear a própria causa, ser ouvido, ver a justiça prevalecer. É claro, Israel antigo também tinha seus juízes corruptos, mas em si o judeu não tinha uma idéia negativa de justiça. O tribunal era um lugar de refúgio, proteção, ou seja, a justiça. Veja Dt 19.14-21; Sl 51.1-4; Mq 6.1-8.

Com isso em mente, podemos entender Rm 3.21-26. A cruz demonstra como Deus é justo. Por meio da cruz Deus valida, honra, & enaltece seu próprio nome (Js 7.9; Nm 14.14f).

Mesmo assim, muitas pessoas continuam achando que a ênfase deveria ser o amor de Deus. Mas o amor não facilita o processo de perdoar; muito pelo contrário, o amor complica o trabalho de perdoar. Veja:

1) Uma pessoa assalta sua casa. Mais tarde esse ladrão é preso. O que você diria a essa pessoa? “Compreender tudo é perdoar tudo”?

2) A pessoa que lhe roubou os bens não é um ladrão qualquer, mas seu melhor amigo, alguém amado.

3) A pessoa que lhe roubou os bens é seu próprio filho ou filha, alguém a quem cabe a você dar um exemplo positivo, ensinar, educar.

O amor não facilita o processo de perdoar. O amor, de fato, complica, dificulta o perdão! Imagine o problema com Deus! Portanto, em vez de menosprezar a figura bíblica de Deus como Juiz & a linguagem legal que periodicamente se encontra na bíblia, devemos antes procurar entender o ponto de vista bíblico em vez de imaginar que conhecemos um caminho melhor.

 

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